Americana, 2000.

Nasci em 2000 em Americana, interior de São Paulo. Cresci dentro de uma indústria farmacêutica familiar — a Sanfarma foi fundada pelo meu pai quando eu ainda era criança. Passei a adolescência entre a fábrica e a faculdade, aprendendo o negócio por osmose.

Estudei Engenharia de Produção na FACAMP (Campinas). Escolhi esse curso deliberadamente: queria uma formação quantitativa que me desse lastro tanto para a gestão quanto para a tecnologia. Não queria ser só "o filho do dono" — queria ser a pessoa que resolve problemas que ninguém mais na empresa consegue resolver.

Hoje divido meus dias entre três CNPJs, uma VPS em Hostinger, um agente pessoal de IA que roda 24/7 e uma pilha de livros que cresce mais rápido do que eu consigo ler.

O que me orienta.

  • Decisão sem dado é palpite caro. Não tomo decisão de negócio sem antes olhar para o número. Se o número não existe, minha primeira tarefa é gerá-lo.
  • Automação que não muda o P&L é hobby. Não construo ferramenta porque é bonita ou moderna. Construo porque ela substitui trabalho manual e libera tempo humano para o que importa.
  • Empresa familiar não é arcaica — é mal instrumentada. O varejo tradicional não tem aversão à tecnologia. Tem falta de quem entenda as duas linguagens: a do balanço e a do git push.
  • Feito > perfeito. Em produção > em planejamento. Prefiro um script rodando com 80% de acurácia do que um plano de 60 páginas para um sistema perfeito que nunca sai do papel.

O que estou lendo agora.

Atualizado periodicamente. Livros que estão moldando como eu penso sobre negócios, tecnologia e liderança.

The Hard Thing About Hard Things

Ben Horowitz

Não existe fórmula para liderar em crise. O Horowitz documenta o que acontece quando o playbook falha — e é exatamente aí que a gestão de verdade começa.

High Output Management

Andrew S. Grove

O manual de gestão que o Vale do Silício usa. Escrito pelo CEO que transformou a Intel. Aplicável a fábrica, startup e tudo entre os dois.

Poor Charlie's Almanack

Charlie Munger

Modelos mentais, vieses cognitivos e a arte de tomar decisões melhores. O Munger era o parceiro silencioso do Buffett — e possivelmente o mais interessante dos dois.

Como eu penso.

Não é metodologia de consultoria. É o que funciona na prática. Conceitos que aplico todo dia, dentro e fora do trabalho.

01
First principles.

Desmontar um problema até seus fundamentos e reconstruir a partir dali. Usei para reescrever a conciliação bancária. Uso para decidir se abro ou não uma loja nova.

02
Leverage via código.

O trabalho de um desenvolvedor é alavancar o próprio tempo. O meu também — só que eu alavanco o tempo de uma empresa inteira. Cada script que escrevo é um multiplicador de força.

03
Skin in the game.

Não opino sobre o que não opero. Se eu não estou disposto a assinar embaixo, não dou palpite. Isso vale para investimento, contratação e escolha de stack.

04
Inversão.

Em vez de perguntar "como fazer dar certo", pergunto "o que faria dar errado e como eu evito". É mais fácil prevenir um desastre do que construir um sucesso.

Conversa

Se algo aqui ressoou, manda uma mensagem.

As melhores conversas que tive começaram com um e-mail não solicitado.